(continuação)
n:
vivo na rosa do lado
presa à raiz ornamento
a terra sob os teus pés
entro nas pétalas
lábios que me abres
para que habite um palmo
no teu corpo sangrado
o:
vou construindo o muro
provo as abas do ninho
onde dormem os teus dedos
húmidos no alto da minha carne
___ um bolbo rasgado
p:
estás em casa
depois surge o jardim espalhas
sementes e amarras todos os caules
num ramo só e flui
o sémen flui fluis
estamos perdidos neste lado do campo sem luz
q:
provo da água que te sai e do líquido que me entra no escuro fundo
do corpo chamo-lhe saliva duma língua animal e sabe-me a
fogo porque me fura a casca
nesta paisagem há um cheiro a folhas de louro e símbolos que têm a
intenção de suscitar o prazer do humano
mas agora a verdade é um esqueleto
não passa do osso virtual a roer
enquanto é tempo de sorver o inverno sem rigor
e há escuridão na água que provo um halo de anjo
perverso contrapõe o outro
mais azul seguro
vivo na rosa do lado
presa à raiz ornamento
a terra sob os teus pés
entro nas pétalas
lábios que me abres
para que habite um palmo
no teu corpo sangrado
o:
vou construindo o muro
provo as abas do ninho
onde dormem os teus dedos
húmidos no alto da minha carne
___ um bolbo rasgado
p:
estás em casa
depois surge o jardim espalhas
sementes e amarras todos os caules
num ramo só e flui
o sémen flui fluis
estamos perdidos neste lado do campo sem luz
q:
provo da água que te sai e do líquido que me entra no escuro fundo
do corpo chamo-lhe saliva duma língua animal e sabe-me a
fogo porque me fura a casca
nesta paisagem há um cheiro a folhas de louro e símbolos que têm a
intenção de suscitar o prazer do humano
mas agora a verdade é um esqueleto
não passa do osso virtual a roer
enquanto é tempo de sorver o inverno sem rigor
e há escuridão na água que provo um halo de anjo
perverso contrapõe o outro
mais azul seguro
4 Comments:
At 7:04 da tarde,
Anónimo said…
:)
At 8:10 da manhã,
Paulo Chagas said…
incrivelmente poderosas, como sempre, as tuas palavras
At 3:12 da manhã,
Rosario Andrade said…
Querida Luisa,
Venho cá sempre, saborear o veludo dos teus abismos. Torrentes de magma de palavras, e sensualidade finissima nos intersticios. Gosto.
Bjico ancho
At 3:35 da manhã,
o alquimista said…
Olá passei por aqui e gostei do encanto que emana do teu espaço, volto se não te importares
Enviar um comentário
<< Home