Céu ou inferno
escolhes a noite para arder?
e imergir?
e abrir a terra e plantar árvores e arranhar e amarrar-me e espetar ferros
e rodear e salivar e beber vinho na taça das mãos e penetrar figos
e erguer a bandeira e chupar o dedo e sujeitar os pés descalços
à minha floresta molhada?
e abrir o coração
e rebentar?
escolhes-
-me?
e imergir?
e abrir a terra e plantar árvores e arranhar e amarrar-me e espetar ferros
e rodear e salivar e beber vinho na taça das mãos e penetrar figos
e erguer a bandeira e chupar o dedo e sujeitar os pés descalços
à minha floresta molhada?
e abrir o coração
e rebentar?
escolhes-
-me?
12 Comments:
At 5:11 da tarde,
Anónimo said…
Acabo de a descobrir no nº 7 da Seixo Review!
Um beijo
At 4:30 da tarde,
Ana said…
Céu ou inferno? Quando se escolhe, algo se ganha, algo se perde.
At 10:18 da manhã,
magarça said…
E não escolhemos sempre o caminho mais difícil?
At 12:49 da tarde,
Lila Magritte said…
¿Hoje tem chuva na rua ou inferno na pele?
Beijo da amiga.
At 1:46 da tarde,
Lila Magritte said…
¿Explosao de sentimentos e das palabras?
At 3:37 da tarde,
Manuel Nunes said…
Não quero o inferno que os jesuítas
guardavam para o jovem Dedalus
na Irlanda de James Joyce
essa espiral de
livros capítulos versículos
dos impiedosos Testamentos
Por ora deixo o céu em espera
e sigo
a poesia deste inferno
Corpos que gemem e gritam
sofrem gozam
tocam as altas esferas
mordem o pó do chão
cheios e despojados
lânguidos vibráteis
ressumando fluidos
vivazes
como um pé de grama
ou a maré alta do desejo
At 4:14 da tarde,
mentecato said…
Poesía de as altas esferas...
At 5:35 da manhã,
Miguel said…
Obrigado pela visita e comentário n´A Minha Matilde!
Os meus parabéns pelo teu blog!
Vou passar por cá mais vezes!
Bjks da Matilde
Visita-me em:
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At 4:22 da tarde,
Lila Magritte said…
Hoje estou com voce pra beber vinho na taça das mãos.
Beijo.
At 4:25 da tarde,
Unknown said…
Regresso... ao teu abismo!
Por mim... um céu de metáforas!
Beijo.
At 4:53 da tarde,
Belinha said…
O céu, para mim, é demasiadamente pacífico.
Eu preciso do fogo, dos arranhões, de beber vinho na taça das mãos, de ser amarrada...
...eu preciso da epiderme, para saber que estou viva. E, pelo que leio e pelo que me contam, no céu não há epiderme...
At 9:52 da manhã,
un dress said…
escolherem-nos é sempre fonte de desafio e crescimento....
(mesmo para atravessar agulhas.)
mas que dói...dói!
abraço
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